Resumo
Este texto discute a imagem digital e evidencia como a inteligência artificial contemporânea, ao quebrar o referente real da imagem técnica, oferece uma mudança de paradigma para a representação imagética. Essa ruptura cria um receio e uma desconfiança do real no espectador de toda e qualquer imagem, seja analógica ou digital, o que cria uma pergunta implícita para esse sujeito: “será isto real?”. A proposta deste artigo é mostrar que essa dúvida tende a se tornar indissociável das imagens e do observador contemporâneo, o que favorece o desenvolvimento de uma postura mais analítica e crítica, em que o observador abandona uma postura exclusivamente diegética para assumir também uma leitura metacrítica. Autores como Bernard Stiegler, Thomas Mitchell e Hans Belting serão analisados.
palavras-chave: Imagem digital, referente, inteligência artificial, mundo virtual, metacrítica.
Abstract
This text discusses the digital image and shows how contemporary artificial intelligence offers a paradigm turn for the imagetic representation by breaking the real referent of the technical image. This rupture creates in the viewer a fear and distrust of the reality of all and every image, be it analogic or digital, which creates an implicit question for this subject: “Is this real?”. This article aims to show that this doubt tends to become inseparable from the images and the contemporary observer, which favors the development of a more analytical and critical posture, in which the observer abandons an exclusively diegetic posture to assume a metacritical reading. Authors such as Bernard Stiegler, Thomas Mitchell, and Hans Belting will be analyzed.
keywords: Digital image, referent, artificial intelligence, virtual world, metacriticism.
Publicado em
https://www.revistas.usp.br/Rumores/article/view/210891/197974

Resumo
Ao longo da história do cinema, muitos são os filmes que não se realizaram e que, por problemas de diversas ordens, não puderam ser finalizados. Eles trazem a ideia do filme fantasmático, ou seja, aquele que está por vir, algo que não se concretizou, mas que estimula no espectador a ideia abstrata de um filme hipotético. Muitas vezes, ainda assim, esse filme fantasmático deixa rastros, imagens suficientes para que delas se façam um novo filme, mas que diz respeito ao processo do filme fantasmático original. Com base em autores como Cecília Almeida Salles, Jeanne Marie Gagnebin, Marcel Duchamp e ao analisar sobretudo filmes de Orson Welles e Eduardo Coutinho pretende-se, com este artigo, entender a validade e o potencial desses metafilmes para a crítica genética.
palavras-chave: Filme fantasmático, Metafilme, Rastro, Filme inacabado